Apoiar o desenvolvimento cognitivo da criança pequena: pensar e compreender no dia a dia
Podes apoiar o desenvolvimento cognitivo do teu filho dando-lhe tempo para descobrir e prestando atenção ao que lhe desperta o interesse. Fazer rolar, construir ou arrumar são oportunidades para explorar relações e experimentar soluções próprias. Começa por observar, descreve o que observas se for útil e oferece uma pequena pista. Os exemplos seguintes, para crianças de um a três anos, podem ser adaptados aos seus interesses e capacidades.
Neste artigo
O que significa desenvolvimento cognitivo na criança pequena?
O desenvolvimento cognitivo inclui, entre outras coisas, perceber, recordar, reconhecer relações e resolver problemas. Desenvolve-se em conjunto com o movimento e a linguagem. Quando o teu filho roda um objeto, o observa e volta a experimentar, também está a explorar as suas propriedades.
Aproveita situações familiares em que o teu filho possa mudar alguma coisa por si próprio. Observa o que pretende fazer e dá-lhe tempo antes de sugerires algo. Assim, podes partir daquilo que está a tentar descobrir.
Causa e efeito: o que muda quando faço alguma coisa?
O teu filho empurra uma bola grande, adequada à sua idade, numa zona desimpedida do chão. A bola rola e para contra uma almofada. Espera um pouco: talvez vá buscá-la, a empurre de novo ou olhe para ti. Podes retomar o que observa: «Para na almofada.» Não precisa de te explicar porquê.
Se continuar interessado, podem mover um pouco a almofada em conjunto e voltar a observar. No início, muda apenas uma coisa, para ser fácil acompanhar o que acontece. Se o teu filho perde rapidamente a bola de vista, encurtem o percurso. Se preferir segurá-la e sentir a sua textura, a brincadeira pode seguir outro rumo.
Descobrir relações: reconhecer o que é familiar
Enquanto arrumam, o teu filho leva um livro ilustrado pela divisão. Apontas para o lugar dos seus livros, ao seu alcance, e dizes: «É aqui que guardamos os nossos livros.» Talvez o arrume ali, ou prefira folheá-lo primeiro. Ambas as coisas podem fazer parte desse momento em conjunto; não precisam de uma resposta certa.
Da próxima vez, procurem juntos onde está o livro. Dá ao teu filho a oportunidade de apontar ou de se dirigir ao lugar antes de o nomeares. Se tiver dificuldade em orientar-se na procura, aproxima-te com ele ou aponta para a prateleira. Trata-se de uma relação familiar entre um objeto, um lugar e uma ação, mais do que de recitar algo de memória.
Resolver problemas: oferecer uma pequena pista
O teu filho coloca dois blocos grandes para formar uma passagem. O seu carro de brincar não cabe entre eles. Enquanto continuar a experimentar com interesse, podes observar. Se procurar a tua ajuda, descreve o ponto onde fica preso: «Aqui, o carro toca no bloco.» Depois dá espaço para outra tentativa, em vez de afastares logo os dois blocos.
Se o teu filho não conseguir avançar, podes apontar para o espaço entre os blocos ou perguntar: «Movemos um bloco juntos?» Se quiser ajuda, alterem a abertura em conjunto. Na tentativa seguinte, pode voltar a tomar a iniciativa. Para começar de forma mais simples, coloquem apenas um bloco como obstáculo e vejam por onde o carro pode passar.
Entre um e três anos: partir dos seus interesses
Escolhe por onde começar de acordo com o que o teu filho está a fazer. Uma criança quer repetir o mesmo gesto, outra já altera a construção. Podes manter a situação familiar e acrescentar algo apenas quando o teu filho parecer curioso com essa novidade.
Se muitas coisas o distraírem ao mesmo tempo, põe algumas de lado. Se for difícil segurar o material, estabiliza-o quando quiser a tua ajuda. Assim, a decisão sobre o passo seguinte continua a ser da criança. Um olhar, um gesto ou uma tentativa própria também podem ser a sua resposta; não precisa de explicar a ideia por palavras.
Experimentar em segurança e saber quando parar
Usa materiais em bom estado, adequados à idade e sem peças pequenas que possam ser engolidas, e permanece por perto, com atenção. Os livros e brinquedos devem estar ao alcance do teu filho sem que tenha de subir aos móveis. Afasta os perigos antes de começarem a explorar.
Se o teu filho se zangar, se afastar ou pedir ajuda, responde a esse sinal. «Agora está a ser difícil. Eu ajudo-te» permite-lhe receber apoio. Também podem parar. Uma ideia de brincadeira que não corre bem não diz, por si só, qual é a capacidade do teu filho para pensar.
Ideias para brincar por idade
Ideias para brincar com crianças a partir de 1 anoIdeias para brincar com crianças dos 2 aos 3 anosE amanhã? Mais uma ideia para partilhar.
A Playtime sugere-te todos os dias cinco atividades adequadas à idade do teu filho. Vídeos curtos mostram-te como fazer. Para pais com filhos dos 2 meses aos 4 anos.
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Perguntas frequentes
O meu filho precisa de brinquedos educativos especiais?
Para estas situações do dia a dia, bastam objetos familiares e seguros. O essencial é que o teu filho possa experimentar por si próprio e que tenhas em conta os seus interesses.
O meu filho precisa de saber dizer as cores ou os números?
Não. Pode comparar propriedades ou experimentar outro caminho sem nomear esses conceitos. Acompanha o que acontece com palavras adequadas, sem fazer perguntas para testar o que sabe.
Porque é que o meu filho quer fazer sempre a mesma coisa?
A repetição dá oportunidade de voltar a viver algo conhecido e reparar em pequenas diferenças. Enquanto o teu filho continuar interessado, não precisas de tornar a brincadeira mais difícil.
Quanto tempo devemos dedicar por dia a apoiar o pensamento?
Estas sugestões não têm um programa diário de minutos. Aproveita um momento adequado do dia a dia e ajusta a duração ao interesse do teu filho, ao seu cansaço e às vossas possibilidades.
Fundamentos e fontes
As brincadeiras e as sugestões para o dia a dia são propostas editoriais da Playtime. As fontes explicam os princípios de uma brincadeira adequada às crianças.
- BIÖG: O desenvolvimento cognitivo da criança ↗
- BIÖG: Brincar na primeira infância ↗
- BIÖG: Apoiar a brincadeira autónoma e as soluções da criança ↗
- BIÖG: Brinquedos seguros ↗
Algumas fontes estão em alemão ou inglês.
Se tiveres dúvidas ou preocupações sobre o desenvolvimento do teu filho, fala com o pediatra. Estas informações não substituem uma avaliação individual.
